Deixar vir, deixar ir. Como uma nuvem que passa baixa e fria tocando nossa face e causando um calafrio no corpo. A dor está aqui, sempre. Ela mora dentro de mim e na maior parte das vezes dança no som da saudade infinita. Quando ela vem, seja de mansinho ou como uma tempestade, coloco os… Continuar lendo Deixar vir, deixar ir.
Dia: 18 de abril, 2021
A vida é um eterno aprendizado.
“A vida é um eterno convite para sairmos do papel de vitima.” Acabei de ler de uma pessoa que conheço escrever. Pensei: quanta verdade numa frase só. Quando eu era criança, eu era a rainha do “eu não pedi pra nascer”. A vida foi passando, e dizia “tudo acontece só comigo”. Quanto descobri a infertilidade… Continuar lendo A vida é um eterno aprendizado.
Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.
Eu comecei o ano cantando a música de Belchior que diz: “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.” Doce ilusão. 2020 começou com a pandemia batendo na nossa porta em Março. Em Abril, minha mãe adoeceu e infelizmente acabou partindo em 15 dias. Quando a médica dela anunciou que não havia mais… Continuar lendo Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.
Hoje eu acordei com o buraco aberto.
Hoje eu acordei com o buraco aberto. Um vazio no peito que engole meus pensamentos, minhas forças e minha energia. Fico com o olhar perdido. Eu sei que não posso vê-las aqui, então busco dentro de mim algo que me mostre o sorriso delas. Elas estão sempre correndo e sorrindo na minha memória. Sapecas. Escuto… Continuar lendo Hoje eu acordei com o buraco aberto.
Sexta-feira 13. Dia de Filipa.
Sexta-feira 13. Dia de Filipa. Dia de lembrar que elas se foram, eu fiquei. Dia de lembrar que elas existiram no plano físico, e agora vivem no mundo paralelo. Um ano e 2 meses, há uma vida atrás. Já não penso nelas todos os dias, mas carrego sempre em meu ❤️. Transformei os “e se”… Continuar lendo Sexta-feira 13. Dia de Filipa.
Trabalho do luto: trabalho da gratidão.
A gratidão é essa alegria da memória, esse amor do passado - não o sofrimento do que não é mais, nem o pesar reencontrado, se quisermos (“A gratidão do que foi”, diz Epicuro).Compreendemos que esse tempo torna a idéia da morte indiferente, como dirá Proust, pois aquilo que vivemos, a própria morte, que nos levará,… Continuar lendo Trabalho do luto: trabalho da gratidão.