Empreender, para mim, tem sido uma verdadeira jornada de autoconhecimento. Minha autoestima é constantemente testada, meus valores são questionados e tudo o que imaginei que faria está sob avaliação. Sim! Empreender é, sem dúvidas, uma caminhada pelo desconhecido. Por isso, sempre digo: é essencial estar preparado financeiramente para essa jornada.
Hoje celebro um ano como empreendedora oficial, mas, na verdade, venho empreendendo a vida desde muito cedo. Ao longo de 25 anos de trabalho, acumulei aprendizados que hoje compartilho com o mundo, na esperança de ajudar outros a melhorarem suas vidas – especialmente através das escolhas que fazem, principalmente no ambiente corporativo.
Gerar transformação pessoal, profissional e social é meu grande objetivo. Quero tocar vidas, compartilhar minhas histórias e experiências para mostrar que tudo tem uma solução. Como meu pai sempre dizia: “O que não tem solução, solucionado está!” Essa frase, por muito tempo, soou para mim como um chamado ao conformismo, uma sensação de fracasso, até mesmo um incentivo a desistir.
Hoje, aos 43 anos – “uma jovem”, como as sábias senhoras de 70 anos da minha vida gostam de dizer – entendo essa máxima de outra forma. Para mim, significa aceitar. Descansar. E encontrar outras portas para buscar a emoção que desejamos sentir.
Aprendi isso de uma maneira dura. Depois de cinco anos tentando engravidar por fertilização in vitro, finalmente recebi minhas bênçãos: minhas filhas gêmeas, Anita e Filipa. Mas elas nasceram cedo demais (com 6 meses) para ficar neste plano, partindo antes mesmo que eu pudesse ouvir suas risadas.
A vontade de gerar não me abandonou. Engravidei novamente e, para minha surpresa, outro anjo veio. Tive, ao todo, cinco anjos – aqueles cujo coração ouvi bater. Foi então, entre gritos aos céus, que percebi o que estava negando enxergar. Pedi um sinal claro, quase implorei por uma carta ou um outdoor dizendo o que fazer, mas a resposta sempre esteve ali: não havia solução. Restava apenas aceitar. Então depois de 8 anos de tentativas, eu finalmente disse: chega, não posso mais.
Aceitar que talvez minha missão não fosse nutrir filhos do ventre. Mas isso não significava que eu não poderia maternar pessoas de outra forma. Foi nesse momento que percebi a verdade: o mundo precisa de carinho, amor e cuidado. E eu poderia fazer do meu dia a dia um ato constante de nutrir.
Dessa vontade nasceu, em 2020, o Infinitum Eu com foco em desenvolvimento de mulheres na Liderança. Depois veio o FPA Brasil, em 2022 que engloba um ecossitema de apoio e desenvolvimento para pessoas financeiras. E mais recentemente, em junho de 2024, nasceu a DM Brasil Soluções Estratégicas com o olhar voltado a empresas e times que querem se preparar para o futuro do trabalho. Cada projeto carrega essa essência de nutrir, de ajudar pessoas a alcançarem seus próprios sonhos.
Nestes últimos cinco anos de vida, fui do luto à luta. A luta por encontrar um sentido para preencher meus próximos 50 anos (acredito que viverei até os 93). Não sei bem o que o futuro reserva, mas, nos últimos dias, enquanto participava de um mastermind com palestras tão impactantes, percebi que ainda estou só começando. Tenho muito a conquistar no mundo profissional, pois é ele que vai me impulsionar ao meu antigo plano de criar uma ONG. Antes parecia distante, mas hoje, quem sabe, talvez seja para a próxima década. Este sonho pulsa dentro do meu peito, ganhando forma e força a cada novo passo que dou em direção aos negócios que construo.
Gratidão à vida, que me enviou anjos para revelar a luz que morava dentro do meu peito, a força que vem do grande espírito, e a liderança transformadora que nasce no meu coração – e que hoje me permite exercer o papel que, um dia, li num livro: o de uma grande mãe universal.
Dani Martins
Uau, sua história me emocionou irmã.
gratidão por compartilhar e por inspirar tantas mulheres!!
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