Bem vindo 2019! Que tu tragas muitas experiências novas para que possamos continuar nossa eterna caminhada de auto-conhecimento.
Ah 2018, você vai deixar saudade. Você me trouxe tantas realizações que não conseguiria enumera-las. Mas a mais significativa de todas foi o reencontro comigo mesma. Eu finalmente voltei pra casa e descobri onde pertenço.
Claro que não foi uma jornada fácil, nunca é. Não vou mentir, tive altos e baixos. Chorei muitas vezes sozinha. Me abriguei na minha própria solidão em vários momentos. Mas sinto que cada um desses momentos foram necessário nessa caminhada.
Caminhada essa que começou com uma mudança no final de 2017 para Florianópolis. Dentro do carro estavam minhas roupas, meus três gatos e um baú cheio de expectativas.
Eram tantas expectativas, que nem sei como eu cheguei a acreditar que seriam possíveis de atingir. Nós seres humanos, parece que fazemos isso de propósito para depois poder nos frustar.
Mas 2018 chegou e com ele a necessidade de adaptação. Adaptação da minha nova realidade de trabalhar de casa, um cargo novo na empresa, de conviver com meus gatos indo pra rua, de estar mais perto da família e mais tempo longe do meu marido.
Os dias, as semanas e os meses foram passando e eu não sabia como lidar com meu baú de expectativas. Eu via meu tempo passando e que minha disponibilidade era limitada portanto precisava fazer escolhas. E fazer escolhas é bem difícil, mas foi muito importante reafirmar o compromisso/promessa que eu cuidaria mais de mim mesma depois do meu burn out. Eu aprendi que somente damos ao outro o que temos para dar.
Então avaliei o que era prioridade naquele momento, construi um quebra cabeça e achei um pseudo balanço que horas funcionava outras frustava não só a mim, mas os outros também. Porém aprendi que quando há pessoas envolvida nas escolhas, alguém sempre vai se frustrar. E o segredo pra mim foi saber fazer as escolhas com o coração, assim eu acabava sofrendo menos.
“ Nesse meu tempo” fiz natação, entrei pra um grupo de corrida, fiz uma nova amiga, fui numa noite Hare Krishna, experimentei restaurantes sozinha, andei de bicicleta, fiz muitas coisas novas. E descobri aos poucos que estava com sede da minha própria companhia.
“Não, não me leve a mal. Eu continuo amando todas vcs. Amando conversas, almoços, cafezinhos, vinhos. Continuem me convidando, please.”
Mas estar sozinha foi curativo, eu pude olhar pra dentro e agradecer ao universo a vida. E através desse exercício quase que diário, eu me reencontrei e a paz que muita andava perdida voltou a habitar no meu corpo.
A corrida também teve um papel fundamental nesse período. Me ajudou a me conhecer melhor. Me incentivou a me libertar de hábitos não tão saudáveis e a a respeitar meus limites.
Além de tudo, teve o trabalho que foi muito desafiador em 2018. Construí coisas que nem imaginava. Aprendi a realmente a compartilhar responsabilidades e que já não estava sozinha, pois minha cara metade estava trabalhando do outro lado do planeta com os mesmos objetivos que eu. Criamos uma relação admirável de confiança via o computador. Descobrimos juntas o que significava co liderar um time distribuído. Trabalhamos muito e assim nos tornamos referência das informações financeiras da empresa para decisão.
E por tudo isso é mais um pouco, 2018 deixou saudade. Foi um ano que trouxe muita coisa boa, realizações e um reencontro necessário.
2019 não se acanhe você chegou já há um mês e saiba que não tenho grandes expectativas, aprendi que expectativa traz muita frustração. Mas saiba que tenho muitos sonhos e que juntos continuaremos trilhando um caminho em direção a eles.
Dani