Foi enterrando meus pés no chão que me salvei naqueles dias de temporal. Após a rainha dos ventos anunciar ao pé do meu ouvido segura minha filha que tem mais pela frente, eu corri até lá fora e enterrei meus pés no chão. Enquanto o vento acelerava e me levava pra bem longe de mim, a segurança que a terra abaixo dos meus pés me dava me trazia de volta para meu corpo. Era um infinito ir e vir, eu já não sabia onde eu morava – se era no céu ou na terra. Eu buscava ficar perto da mãe natureza pois ela me dava sinais que me guiavam Eu olhava para as árvores e me dizia, se elas conseguem sobreviver mesmo com uns galhos a menos, eu também conseguirei. O luto abre um porta entre os mundos dentro da gente, é preciso achar uma ancoragem para sobreviver. Pequenos momentos de conexão que façam nosso coração sentir algo além da tristeza. E depois de algum tempo, quando os ventos acalmam, podemos novamente aos poucos ir tirando os pés do chão. Um dia de cada vez reaprender a voar. Para muito tempo depois, aprender a ser passarinho de novo. Não desista, sua vez também vai chegar! #escritosdedanimartins
Aterrando.
Publicado por Dani Martins
Taurina, apaixonada por gatos, natureza, misticismo, culinária, esportes e auto-conhecimento. Formada pela universidade federal do Rio Grande do Sul em Contábeis e coordeno o Planejamento Financeiro global de numa empresa multinacional, mas me vejo como um ser apaixonado por revolucionar processos e ajudar pessoas a se tornarem a melhor versão de si. Sonho ser fotógrafa, decoradora de interiores, master chef, corredora profissional e terapeuta holística. Sou tantas em uma. Filha do meio, casada a mais de 6 anos, morando na praia e mãe de 5 anjos. Sou uma metamorfose ambulante. Ver todos os posts de Dani Martins